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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Procura-se lavourenses

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sábado, 13 de abril de 2013

Profissão bancário

Fase na gerência
Como funcionário numa agencia do Banco da Lavoura
anos 50

 Milton Geraldo de Freitas Santos
(1926-2006)

Muitas lembranças da infância povoam minha memória. Dentre as mais gratas ficou o exemplo de amor a uma carreira dado por meu pai. Ele sempre se orgulhou de ser bancário, profissão que levava a sério, quase como um sacerdócio, motivando certamente o respeito de seus superiores, colegas e chefiados.


Entrega de premiação pelo desempenho da agência Santo Amaro em 1966 - 
Meu pai e o então vereador José Maria Marin




Quando pequena ia com ele muitas vezes à agência bancária, fora do horário de expediente, aliás muito mais extenso do que o de hoje, por vezes para alguma arrumação ou preparativos para festas, que aconteciam com a participação de todos os funcionários. Não sei exatamente o que os unia tanto e os fazia trabalhar com  tamanho prazer. Era evidente a animação reinante naqueles encontros, que para mim eram diversão, mas para eles era parte da rotina de trabalho. Só vários anos mais tarde fui perceber que a profissão de meu pai era desgastante e  enfadonha para muitos, não para ele e seus colegas.


Momento de folga para almoço

Em treinamento profissional em Minas Gerais

Com sua equipe e familiares


Com sua equipe e familiares


Para ele a carreira era tão importante quanto a família,  melhor dizendo, o alicerce que a sustentava. Sei que meu pai se realizou como profissional e foi feliz sendo bancário. Embora pouco tenha restado de palpável de tantos anos de dedicação, ficaram algumas fotos. Havia também uma coleção completa da revista Banlavoura que ele guardava com orgulho, pois em alguns exemplares  registravam dados de sua vida profissional e ainda alguns brindes que o banco costumeiramente distribuia aos clientes.



Dentre seus objetos pessoais, guardados até hoje, os de maior valor sentimental são os broches que ele sempre ostentava na lapela, simbolizando os anos de sua total entrega à instituição, aos colegas e aos clientes do Banco da Lavoura, depois Real.





quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Um telefone que criou polêmica


Voce deve ter observado no Cartão da Pastelaria da Sé consta o telefone 3 59 38 que era o telefone da pastelaria.



Esse telefone também tem história:

Depois que o pai fechou a pastelaria e depois o restaurante lá no Brás, ele foi ser administrador da Fazenda dos Guimarães perto de ITU. 


Os Guimarães pediram que meu pai emprestasse o nosso telefone para eles, pois não tinhamos mais a pastelaria. Meu pai emprestou o telefone para eles.


O telefone ficava no escritorio do Café da Sé, no 1.o andar do prédio do Pateo do Colégio, 1.




O trato com o pai (é o que meu pai me contou) era de


- um salário mensal; 


- viria todas as sextas-feiras, de caminhao, para SP e voltava na segunda-feira;


- no final do ano ele receberia 10% do valor bruto das vendas da fazenda. Eles tinham gados, plantaçao de batatas, e vendiam lenha e carvão.




Em fevereiro de 1948, eu era aluno interno da Escola Técnica de Aviação, saia as 14:00 horas de sábado e voltava as 21:00 de domingo.


Era quando eu conversava com meu pai. Ele me disse que a fazenda havia vendido 140.000,00 reis (não me lembro da moeda da época), portanto ele esperava receber 14.000,00 reis dos Guimarães.


Em março os Guimaraes disseram ao meu pai que eles haviam re-investido tudo na fazenda, portanto, não houve lucro, ele nao receberia nada. E nao recebeu.


Meu pai pediu demissao, mas como havia muitos animais na fazenda, vacas e cavalos, meu pai tinha pena dos animais ( nao havia ninguem que soubesse cuidar deles) entao propos que aguardaria no cargo até que eles arranjassem um substituto.


Em agosto, ele ainda continuava na fazenda e veio a falecer. 




Voltando ao telefone.




Solicitei aos Guimaraes a devolucao do telefone. Eles disseram que haviam conmprado de meu pai. Eu sa\bia que era mentira. Pedi provas, recibo ou qualquer documento. Eles nao tinham e nem poderiam ter.


Com anuencia de meus irmaos, fui a telefonica e expliquei a situaçao. Eles de imediato me disseram: solicite o desligamento temporarrio do telefone, assim eles nao poderao usar. Foi o que fiz.


Disseram-me mais: arranje um jeito de nos trazer o aparelho de volta para a telefonica. Demos um jeito, e devolvemos o aparelho para a telefonica.


Os Guimaraes aresentaram uma queixa a Policia de furto do telefone.


O Guido Meinberg (primo) era promotor em SP. Ele foi comigo a delegacia no dia da audiencia. O delegado disse aos Guimaraes, o telefone é deles, portanto nao houve furto.




A telefonica me propos: nos devolva o telefeno, que nos instalaremos um telefone para voces no novo endereço na Av Sao Gabriel, E foi o que aconteceu.




Obs.: Na época, ter um telefone (comercial) na Praça da Sé era ouro. Mas, conseguir um telefone residencial no Jardim Paulista era impossivel.




Qualquer hora te conto como pegamos o telefone no escritorio dos Guimaraes. Nao houve furto nem roubo, foi magica (jeitinho brasileiro).




Abraços


Tio Milton


Esta postagem atual é continuação de http://dapenaomouse.blogspot.com.br/2007/08/soube-por-meu-tio-milton-que-pastelaria.html

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Coleções


Livros, especialmente coleções muito bem encadernadas, eram algo irresistível para meu pai. Numa época em que não havia internet, a verdadeira compulsão em comprá-las era algo muito bom para nós,os filhos estudantes, e para os vendedores, que o assediavam sempre. Tivemos muitas delas, usadas com imensa vontade de aprender.Hoje agradeço por ter um pai preocupado com a cultura e que não mediu esforços para nos oferecer a melhor Educação possível.